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Como ajudar a criança a lidar com a morte

Como ajudar a criança a lidar com a morte

 

Olá querido(a) leitor! Mais um mês estamos juntos para compreender sobre esse fenômeno da morte, da tristeza, dos lutos e também da superação. Nas duas outras colunas falamos sobre as estratégias de enfrentamento, suicídio e hoje sobre a experiência da criança com a morte de alguém que ama.

A morte é a experiência mais universal e, ao mesmo tempo, mais desorganizadora e assustadora que vive o ser humano. O sentido dado à vida é repensado, as relações são refeitas a partir de uma avaliação de seu significado, a identidade pessoal se transforma. Nada mais é como costumava ser. E ainda assim há vida no luto, há esperança de transformação, de recomeço. Porque há um tempo de chegar e um tempo de partir, a vida e feita de pequenos e grandes lutos e o ser humano se dá conta de sua condição de ser mortal, porque é humano.

Segue passo a passo com estratégias para ensinar ajudar a criança a enfrentar a morte:

 

  •          Dar a notícia rapidamente e por uma pessoa em que a criança tenha uma história de confiança e envolvimento. Isso a assegura de que ela não está sozinha e de que há outra pessoa para lhe prover proteção e cuidado. Esta informação deve ser dada imediatamente para a criança, em linguagem simples e direta. Você diz: “ O fulano morreu”. Coloque a criança no colo, a toque ou a abrace.

 

  •  Não há problema que a criança veja os adultos em lágrimas. É benéfico que a criança experiencie o luto dos demais juntamente com seu próprio luto. Você a está ensinando a lidar naturalmente com seus sentimentos quando você não esconde os seus. Como por exemplo ao dizer: “Estou muito triste porque o papai morreu” ou “Estou bravo porque mamãe não está mais aqui para cuidar de nós”.

 

  •   Contar a criança o que acontecerá depois. Após contar que um ente querido morreu, explique sobre o velório e o funeral. A criança terá muitas dúvidas. É importante responder as questões o mais simples e honestamente possível. O que ela irá querer saber dependerá de sua idade e experiência prévia com a morte. É uma boa ideia levar a criança ao funeral, mas não a force a ir. Crianças como os adultos precisam dividir sua dor. O funeral permite que as pessoas se juntem e expressem seus sentimentos. A criança deve receber uma explicação detalhada do funeral antes de decidir se quer ir. Bem como, que se tire todas as dúvidas que ela possa vir a ter.

              Geralmente crianças pré-escolares não entendem que a morte é final; podem perguntar ”Quando vovó vai voltar?”.

        Entre cinco e dez anos crianças começam a entender que a morte é irreversível, mas acreditam que somente pessoas velhas e vítimas de acidentes morrem.

          Após os 10 anos a criança começa a entender que a morte é parte da ordem natural das coisas e que as pessoas morrem em todas as idades, por diversas razões.

 

  • Converse com seu filho e o encoraje a falar também.  Mas evite utilizar metáforas. Se você diz para uma criança pequena “O vovô está dormindo para sempre”, por exemplo, ela pode ficar com medo de dormir. Lógico que usar uma linguagem lúdica e do Universo Infantil ajudam, como dizer que “agora o vovô virou uma estrelinha do céu” 

 

  • Não diga a criança “Seja forte, não chore”. Esta é uma situação triste, e a criança precisa expressar sua tristeza. Mostre que é permitido falar sobre a pessoa que morreu, e compartilhe seus sentimentos. O carinho irá confortar a criança que sente a angústia na família, mesmo que ela não entenda o que aconteceu. Crianças cercadas pela tristeza precisam ser reasseguradas de que são amadas.

 

  •   Fique atento as maneiras sutis que as crianças expressam sofrimento! Crianças comumente concluem que de alguma forma causaram a morte. Podem pensar “Eu fui mau, então minha mãe me abandonou”, ou “Eu desejei que minha irmã morresse e isso aconteceu”. Diga para a que ela, várias vezes, que ela não tem culpa pelo que aconteceu. Criança culpada pode ficar deprimida. Outras reações comuns de crianças, além da culpa, são a de negação da morte e tornar-se por ter raiva da pessoa que morreu tê-la abandonado.

 

  • Ainda que a criança possa aparentemente não estar sofrendo, expressa sua dor de modos mais sutis, como regredir e começar a chupar o dedo, molhar a cama e agir como bebê. Também pode ficar hostil com os colegas ou tratar seus brinquedos com violência. Pode desejar ou temer morrer. O rendimento escolar pode cair ou algum outro comportamento mudar.

 

  • Lembre-se que a relação da criança com o falecido não acabou, somente mudou. Após o funeral mantenha fotos e outras lembranças do falecido para conversar sobre elas com a criança. Isto irá ajudar a formar um novo tipo de vínculo da criança com a pessoa que morreu.


Até o início do próximo mês!

 


Gabriela Yoná Hoffmann. Psicóloga e Psicopedagoga. CRP: 12/10526. Atendimento a crianças e adultos na cidade de Pomerode. Rua Hermann Weege, número 2177. Contato no telefone (47) 99193-0602

 

 

 

 

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