Amanda Baar
- Idade : 60 anos
- Conjuge : Sr. Valmiro
- Filhos(as) : Ivone, Ana, Simone, Helena, Elmo e Gilmar
- Genros : 3
- Netos(as) : 2
- Deixa : 1 irmão, 2 cunhadas, 1 cunhado e demais familiares e amigos
- Data e hora do Falecimento : 12/06/2026 às 14h20min
- Local do Falecimento : Hospital e Maternidade OASE em Timbó
- Data e Horário do Cerimonial de Despedida 13/06/2026 às 16:00 horas
- Local do Velório Capela do Cemitério de Pomerode Fundos, a partir das 06:00 horas do dia 13/06/2026
- Local do Sepultamento Cemitério de Pomerode Fundos
Memorial
A Sra. Amanda foi sinônimo de afeto, trabalho e presença. Na simplicidade da vida na roça, encontrava sua alegria cotidiana: o cuidado com a terra, as pequenas rotinas do campo, o compromisso com aquilo que alimenta a família e fortalece os laços. Era ali, entre o amanhecer e o entardecer, que ela deixava sua marca de serenidade e constância.
Os sábados tinham um brilho particular. Eram dias consagrados ao pão e à cuca, receitas que ela conduzia com mãos firmes e coração paciente. A casa se enchia de cheiro bom, e, com ele, vinham as conversas que não têm pressa. Ao redor da mesa, filhos e familiares partilhavam risos, lembranças e planos, enquanto provavam, ainda quentes, as fatias que pareciam resumir a generosidade de Amanda. Mais do que alimentos, eram rituais de união, momentos em que o tempo desacelerava para caber todo o carinho que ela colocava em cada preparo.
Em outros tempos, ao lado do marido, Sr. Valmiro, Amanda também colecionou memórias nos bailes de Sociedade do bairro. As noites de música e dança eram ocasiões de encontro e alegria, de celebrar a vida comunitária e o companheirismo que os acompanhou por tantos anos. Esses instantes de festa, entre passos compassados e sorrisos, compõem o retrato da mulher que sabia cultivar, com a mesma delicadeza, o lar e a convivência.
Acima de tudo, Sra. Amanda foi presença constante na criação e educação dos filhos, seu bem maior. Acolhia, ensinava e orientava com firmeza mansa, aquela que nasce do exemplo. Mostrou, no cotidiano, que amor também é cuidado, é escuta, é saber estar quando mais se precisa. Prestativa, não conhecia a recusa diante de um pedido da família: seu gesto era sempre o de quem estende a mão, de quem encontra uma forma de ajudar, de quem transforma dificuldades em oportunidades de união.
O legado de Amanda não cabe apenas nas lembranças; ele se renova nos gestos repetidos por aqueles que a amam: no pão que volta a assar aos sábados, na mesa que reúne, na conversa que acolhe, no trabalho feito com dedicação. Permanece viva nos olhos de quem aprendeu com ela a valorizar as coisas simples, a honrar as raízes e a celebrar cada encontro.
Hoje, sua memória segue aquecendo corações como forno que nunca se apaga. Em cada história contada, em cada risada que ecoa na cozinha, em cada baile lembrado com ternura, há um pouco de Amanda — a mulher que costurou, com fios de carinho e serviço, o tecido firme da família. Que sua lembrança continue sendo luz mansa, guia seguro e motivo de gratidão.
